Marcado: retiro

A Arte do Relacionamento

Polaridade e Autoestima para uma vida a dois mais plena

com Ahanti & Bhuvana

Nesse workshop, você vai aprender a:

– despertar plenamente sua sensualidade e sexualidade, sem culpa e sem vergonha;

– manifestar conscientemente as polaridades masculina e feminina em você e na parceria;

– potencializar e expandir a sua auto-estima;

– aprofundar a intimidade em sua relação, ou se preparar para encontrar a parceria que você realmente merece atrair para sua vida.

Quando: 10 e 11.setembro.2022, das 9h00 às 18h00

Onde: Espaço Holístico Terraluz

Rua Ubaíra, 70v | Moema

Investimento:

R$ 1.200,00 (4x R$ 300,00 no cartão) ou R$ 950,00 à vista até 30/08.

(bônus duplo: teste da auto-estima nas 5 dimensões + 1 sessão individual c/ Ahanti ou Bhuvana no valor de R$ 500,00).

Informações / inscrições: (11) 969 074 788 ou escreva uma mensagem direta para o Instagram @homem_autentico.

Bhuvana: MasterMind Coach, terapeuta tântrica e vibracional, viveu em 8 países e trabalha há 20 anos com empoderamento feminino e autoconhecimento. Instagram: @bhuvana.method

Ahanti: Executivo e facilitador, tem mais de 20 anos de experiência com meditações ativas, lidera grupos de homens desde 2005, e é o único brasileiro treinado diretamente por David Deida.
Autor do podcast “Homem Autêntico”, disponível em todas as plataformas.
Instagram: @homem_autentico

Poder – Propósito – Polaridade

Workshop para homens

com Ahanti

01-03 de julho de 2022

Espaço Orchestra do Silêncio – Joanópolis (SP)

Homem, responda honestamente:

– Você sabe qual é o seu propósito?

– Sua vida está alinhada com ele?

– Ou você está à deriva, “indo com o fluxo”, sem espinha, sem direção? Você se sente insatisfeito, sobrecarregado com as tarefas do dia a dia, trabalho, família, filhos, sem clareza de como navegar estes desafios?

O verdadeiro PODER do masculino se manifesta plenamente quando um homem tem noção clara de seu PROPÓSITO e não se perde em uma miríade de ocupações cotidianas, por vezes importantes, muitas vezes, triviais. E esse poder se manifesta quando o homem aprende a usar a POLARIDADE entre o masculino e o feminino em todos os aspectos de sua vida.

E há um MÉTODO para ajudá-lo nesse processo.

Se você já se deu conta de que deve haver algo além da sua atribulada rotina, da falsa sensação de segurança, da inquietude da sua mente na busca incessante por liberdade e por “mais dinheiro”, “mais sexo” e “mais poder”, esse final de semana é para você.

Venha despertar seu espírito, encontrar seu eu-profundo, se investigar, e por à prova o seu propósito neste curto tempo de vida que ainda lhe resta no planeta. Qual a sua missão? Qual o seu legado? O que você ainda precisa fazer para se realizar completamente?

No fim de semana, trabalharemos com meditações ativas, exercícios individuais e em grupo, com o suporte e feedback de outros homens dispostos a compartilhar seus desafios, anseios e medos, em um apoio constante do grupo ao seu próprio processo.

Não há “receita de bolo” para o crescimento e desenvolvimento pessoal, nem “remédio único” que sirva para todo mundo. Assim, um dos objetivos deste workshop é que você possa sair do final de semana com uma prática “customizada” para a sua situação e momento de vida, e que você possa regressar com renovada disposição para os desafios do trabalho, do sexo e do mundo, a partir de um novo lugar de verdadeira responsabilidade, integridade e autenticidade.

Durante este final de semana:

• Descubra como encontrar seu propósito e alinhar sua vida com ele.

• Aprenda a permanecer ancorado em sua consciência mais profunda.

• Treine exercícios respiratórios e de postura para despertar, relaxar e aprofundar sua atenção.

• Pratique exercícios de reflexão direta e honesta para servir ao seu crescimento e ao de outros homens.

• Compreenda a dinâmica da polaridade sexual e como ela influencia a sua vida íntima, seja para a atração de uma nova parceria ou para o aprofundamento de sua relação atual.

• Aprenda técnicas e práticas específicas para descobrir e se reconectar com sua essência masculina e ganhe capacidade de expressão e influência sobre si mesmo, sua parceria, e a comunidade com a qual você interage.

• Fortaleça o aspecto do guerreiro em seu ser e aprenda a se mover para a ação com uma força autêntica, ao mesmo tempo equilibrada e vulnerável.

• Desenvolva a habilidade de permanecer alerta e presente diante de situações desafiadoras emocionalmente – o “caos” do mundo – e descubra como navegar esses desafios de uma nova maneira, mais profunda, real e equilibrada.

O workshop será conduzido por Ahanti. Meditador há mais de 20 anos e executivo de sucesso em sua área de atuação, conduz grupos de homens desde 2005 e é o único brasileiro a ter atuado como assistente do renomado professor norte-americano David Deida, com quem fez diversos workshops nos Estados Unidos e na Escandinávia.

Atualmente, conduz um grupo online que se reúne regularmente desde setembro/2019, todas as 3ªf., de 19h30-21h30, pelo Zoom. Os encontros online são abertos e gratuitos.

Saia do sofá! Venha para a montanha e invista esse tempo em VOCÊ.

Quando: de 01 a 03 de julho de 2022. Chegada na 6ªf., 18h00. Encerramento no domingo, 18h00.

Quanto: R$ 1.750,00 (à vista) ou R$ 1.860,00 (1 + 2x). (Desconto “early bird” = R$ 1.600,00 para inscrições até 01.06.2022).

Esse valor inclui pensão completa (hospedagem em quarto duplo ou triplo e alimentação vegetariana) + todas as atividades do workshop.

Onde: Espaço Orchestra do Silêncio – Joanópolis (SP). Apenas 120km de São Paulo.

Inscrições e informações: (11) 969 074 788, DM no Instagram @homem_autentico, ou pelo email ahanti@mac.com .

O que trazer:

– roupa velha para caminhar no mato, sentar na grama;

– roupas folgadas, para se movimentar (moleton ou outro);

– galocha e/ou bota + capa de chuva, caso chova;

– repelente de mosquito;

– protetor solar;

– algo simbólico que você gostaria de “queimar” na fogueira.

“Um homem redescobre e afina seu propósito em solitude,
em situações desafiadoras e na companhia de outros
homens que não vão tolerar a sua babaquice”.

David Deida

Te vejo na montanha!

Aho.

“Free Men Weekend”, com David Deida

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Entre os dias 28 e 30 de outubro, 100 homens se reuniram em Highlands, North Carolina, para um retiro com meu professor David Deida. Momento único, já que David estava há mais de dez anos sem realizar um grupo específico para homens, tendo passado essa década praticamente recluso durante em média onze meses por ano, saindo da toca apenas para alguns poucos finais de semana de palestras e grupos mistos. Um fenômeno novo parece ter sido o principal motivador de sua ‘re-emergência’ deste longo período de retiro. Mas falo sobre isso mais adiante. Primeiro, ao grupo.

A experiência de conviver intensamente com um grupo, em primeiro lugar, tão grande, e, sem segundo, com tipos dos mais diferentes backgrounds, foi muito forte! Nos encontramos no aeroporto de Atlanta, na manhã de sexta-feira 28, vindos de várias partes do mundo. Havia homens do Canadá, Itália, Inglaterra, Alemanha, Leste Europeu, e, claro, de diversos estados norte-americanos. Do Brasil, somente eu e outro conterrâneo, que foi criado na Nova Zelândia e mora atualmente a Itália. A faixa etária variava de 25 a 72, com os mais variados interesses e profissões, mas muitos no grupo eram terapeutas e líderes de grupos de homens, interessados em se reconectarem com David. Muitos estariam com ele pela primeira vez.

O local foi muito próprio para este tipo de evento, um resort nas montanhas da Carolina do Norte, cerca de três horas de carro a partir do aeroporto de Atlanta. Acomodações em cabines de 2 a 8 pessoas, muita natureza e ar puro para nos revigorar, e uma comida ótima apoiavam o intenso trabalho que fizemos ali.

Por conta do elevado número de homens, os encontros com David – que aconteciam sempre à tarde e à noite – eram em um auditório, com cadeiras em duas seções ao longo do salão, e o formato destas sessões eram essencialmente de “pergunta-e-resposta” após uma fala inicial de David, com um espaço limitado para uma interação mais pessoal. Durante as manhãs de sábado e domingo, trabalhávamos diversos exercícios físicos e de respiração, com o apoio do grupo de 4 assistentes.

Como meu foco era estar com ele, chegava sempre bem cedo para pegar lugar na primeira fila. Por conta disso, tive a ‘sorte’ de subir ao palco junto com outros dois homens para um exercício mais focado e específico, tendo o privilégio de interagir com ele mais diretamente e, especialmente, de receber feedback direto do grupo de 100 homens, o que é SEMPRE muito útil. Exatamente o que eu buscava ali! (Não vou detalhar aqui, mas o feedback que recebi do grupo foi extremamente positivo e apenas confirma que minha prática está alinhada e na direção correta.)

Independentemente do histórico pessoal e das preferências de cada um, as questões que cada um trazia eram sempre relevantes para o grupo como um todo. Como identificar seu propósito? Como alinhar suas atividades diárias com este propósito? Como lidar com o trabalho, o mundo e seus relacionamentos? Como melhorar sua vida sexual, sua relação íntima? Enfim, os temas inquietantes do masculino moderno.

O mais interessante foi notar – depois de ter estado com ele pela última vez há 11 anos – que David está emergindo com seu trabalho a partir de um lugar mais profundo, de maior consciência, de maior presença, visivelmente resultado deste longo período de quase isolamento meditativo. Assim, mesmo tratando de temas mais ‘mundanos’, como relacionamento, carreira, mulheres, etc., ele sempre ‘aponta’ para o transcendente, o assim-chamado ‘lado espiritual’, sempre nos remetendo de volta à nossa condição original de não-separação, de união com tudo e todos. Minha impressão é que muitos não percebem isso, pois ainda estão ‘identificados’ ou envolvidos com suas questões mais pessoais, o que reduz a capacidade individual de apreender o quadro mais completo que há por trás de todo o movimento, o canvas de consciência onde tudo acontece. Há às vezes uma confusão entre o ‘dedo’ e a Lua para a qual o dedo aponta, na metáfora sufi.

De qualquer forma, as práticas foram intensas e transformadoras, para muitos dos homens ali presentes. Já na primeira noite, David encerrou os trabalhos trazendo ‘Spectra’, uma linda e jovem aluna sua, que se postou no palco enquanto os 100 homens exercitavam técnicas de respiração e presença, com o intuito de ‘abrir’ o Feminino. Spectra tem uma prática muito consistente de ioga sexual, e seu corpo se movia e respondia imediatamente de acordo com a profundidade do grupo de homens à sua frente. Era um exercício curto – algo de, no máximo, cinco a dez minutos – mas intenso, pelo qual ELA refletia diretamente a nossa capacidade estarmos mais presentes através da respiração e de outros exercícios que David nos mostrou. Difícil descrever em palavras um momento de êxtase de parte a parte, no qual uma jovem completamente vestida e um bando de homens respirando podem experimentar uma intimidade e um encontro único de modo tão intenso e raro, o que reflete o quão especial é esta prática. O exercício se repetiu a cada noite e de modo cada vez mais profundo, à medida que o grupo avançava no domínio de certas técnicas de respiração e presença, e Spectra podia refletir para nós o grau de maturidade e abertura do grupo.

No último jantar, antes da sessão de encerramento com Deida, tivemos um exercício de “3º estágio” (veja coluna sobre o tema aqui) entre os homens, no qual cada participante tinha que identificar outro homem para o qual fosse possível oferecer algo e abri-lo para o 3º estágio, e assim sucessivamente. Podia ser algo simples, do tipo “preciso que você alinhe sua coluna e respire mais profundamente” até coisas mais criativas e interessantes que foram acontecendo durante aquela uma hora de exercício. O nível de presença e a intensidade da abertura na sala quase ao final do exercício eram inacreditáveis! Como é possível estarmos sempre mais abertos e alertas, servindo um ao outro e ao mundo à nossa volta de modo muito mais intenso do que o nosso ‘nível habitual’ de convivência civilizada nos permite! Precisamos ousar, mas com consciência e sensibilidade!

Enfim, o grupo foi muito rico, cada homem ali contribuiu com o coletivo, dentro das suas possibilidades e apesar das dificuldades de cada um, com uma genuína disposição para estar presente e oferecer o melhor de si para o grupo. Uma experiência única de reconexão com o masculino sagrado, do qual o mundo moderno está tão carente. Foi revigorante para mim e uma experiência especial para quem estava com David pela primeira vez. Depois do retorno, hoje os homens se mantém conectados diariamente através de um grupo online fechado, e a continuidade da aplicação das práticas tem sido visível e transformadora.

Por fim, comento o que Deida compartilhou conosco como um dos motivadores para ele ‘sair da toca’ e voltar a compartilhar e treinar pessoas em seu método de trabalho. O recente fenômeno do ‘burning man‘ – eventos que são como uma grande festa rave, com a diferença de que ali se levam instalações artísticas que serão queimadas (daí o nome) no final do evento – está se espalhando pelos Estados Unidos e tem se revelado, na leitura dele, uma bela expansão do Feminino: todos se maquiam, pintam o corpo, tomam êxtase e dançam e celebram livremente, sem limites e com o propósito explícito de se abrirem para o feminino em cada um. E aqui ele enxergou uma nova possibilidade: o burning man é um movimento saudável em direção ao 2º estágio, com uma nova abertura para o feminino (em homens e mulheres, veja bem!) e seus atributos mais elevados. No entanto, sabemos que este ainda não é o ‘estágio final’, e aqui David enxergou uma possibilidade nova, de treinar um grupo de praticantes de ioga sexual para levarem estrutura (= masculino!) para a abertura (já existente) no burning man e, assim, criarem um legítimo festival de 3º estágio! A experiência ainda está em seus estágios iniciais, de formação do tal grupo de praticantes. Ficarei de olho no que vai resultar e compartilharei por aqui! Fica o convite! Bora lá!

Por enquanto, os próximos passos são: Tiffani e eu fomos selecionados para o exclusivo retiro de final de ano com o Deida na Flórida, um intensivo de três dias de prática, para apenas 14 casais. Estamos animados, nos preparando para o evento, e voltaremos inspirados para darmos o Retiro de Carnaval no Tao Tien, em fevereiro de 2017.
(Veja maiores informações aqui).

Aho!

“Abrindo uma mulher” — Atenção homens!

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Considerando a proximidade do nosso retiro de Carnaval no Tao Tien, achei relevante compartilhar um texto da linda professora de tantra Shashi Solluna, que “puxa as orelhas” dos homens e faz um alerta muito importante, do ponto de vista do feminino, sobre a nossa responsabilidade (dos homens) na relação com o feminino em situações de abertura e confiança. E, pensando bem, serve também para os “carnavalescos” de plantão, que vão “pular” um carnaval mais “convencional”…

Segue a coluna, depois eu comento. E, para quem quiser ler em inglês, a versão original:

http://shashisolluna.com/2015/01/16/opening-a-woman/#comment-1709

“Onde quer que eu vá na cena Tântrica, me deparo com o mesmo fenômeno: um bando de homens que proclamam orgulhosamente serem capazes de “abrir as mulheres”. Isso em geral significa que eles estão oferecendo yoni-massagem (massagem sexual) e experiências orgásmicas.

Não me levem a mal: eu acho que um dos melhores aspectos do masculino é o desejo de abrir uma mulher. É fato que, frequentemente, o outro é capaz de nos abrir, mais do que somos capazes de nos abrirmos sozinhas. Isso acontece porque somos capazes de nos rendermos a um outro, ao passo que, por conta própria, sempre há um elemento de manutenção do controle. Assim, esse aspecto do masculino que se delicia em abrir uma mulher pode ser um dom precioso e excelente.

Entretanto, eu gostaria realmente de dizer algo a estes homens.

Abrir uma mulher tem o efeito de deixá-la aberta.

Por favor, pause por um momento para considerar o que você está abrindo. Quando você abre uma mulher sexualmente, a energia dela se move (o orgasmo é um gigantesco movimento de energia sexual no corpo). Quando essa energia se move, ela começa a destruir camadas de proteção e de defesa. Isso é algo muito desejável no caminho tântrico…  nós queremos nos livrar destes velhos padrões de defesa. Mas, à medida que antigas defesas se desfazem, uma profunda vulnerabilidade é exposta.

Quando você abre uma mulher, você está abrindo suas camadas profundas, abrindo seu coração, expondo seu mistério, tirando a tampa da caixa de Pandora.

Ela pode experimentar diversas coisas. Geralmente, uma enorme onda de emoções inexplicáveis. Algumas mulheres choram ou riem durante o orgasmo. Podem haver fluxos tremendos de energia… tremor e arrepios de corpo inteiro.

No entanto, se você, depois de abrir uma mulher, se dá um tapinha nas costas e segue em busca da próxima mulher para abrir, você está abandonando uma mulher completamente aberta e vulnerável.

Vejo com muita frequência homens se empolgarem com sua auto-satisfação, sem qualquer compreensão do efeito que estão causando. Se você realmente deseja estar a serviço de abrir as mulheres, então isso não deve ser para satisfazer ao seu ego. E se você estiver verdadeiramente servindo-a, você estará a serviço de tudo naquela mulher… não somente o orgasmo dela, mas também seus sentimentos, suas energias e tudo o mais que surgir para ela. Você está ali para servir a uma mulher através da criação de um espaço seguro e sagrado para ela.

Desse modo, eu com certeza não estou aqui para diminuir o entusiasmo desses homens bem intencionados. Mas eu quero falar em nome de todas as mulheres que já foram deixadas sentindo-se abertas e em estado puro e não-acolhidas.

Por favor, cuide do sagrado feminino. Por favor, reconheça o seu próprio poder. Por favor, seja responsável por suas ações. Por favor, examine-se… você sabe se está agindo a partir do ego ou a serviço. Por favor, não se engane.

Nós queremos receber seus dons. De verdade. Mas estamos prontas para recebê-los de uma maneira alinhada com a cura e o amor.

Não só isso: o Tao Tantra diz que, se o dom de um homem é o de abrir uma mulher sexualmente, o dom da mulher é o de abrir o coração do homem. Se você apenas permite o aspecto sexual, uma mulher é abandonada sentindo-se incompleta e a interação fica desequilibrada.

Há diversas maneiras de se manter o espaço para uma abertura puramente sexual, como em uma massagem profissional. Mas preste atenção na palavra “profissional”. Os profissionais (em geral) sabem como fazer uma mulher se sentir segura e acolhida em uma sessão, com clareza de limites. Todo o ambiente profissional é por si mesmo um container para que a experiência fique ali.

Então, se você é daqueles que fica pulando de um evento de tantra para o outro, “abrindo as mulheres”, eu te peço que por favor pare e examine-se de forma profunda e honesta. Pergunte para você mesmo se não há uma maneira melhor de faze isso e por favor examine de onde vem a sua motivação. Talvez haja uma maneira melhor de oferecer seus dons…

E, por fim, uma nota do Guruji, Bob Marley: “O maior covarde é o homem que desperta o amor de uma mulher, sem nenhuma intenção de amá-la”.

Obrigada, Bob!”


Meus “2-centavos” sobre a coluna da Shashi:

A arena sexual é sem dúvida um dos campos mais interessantes para se trabalhar as questões psicológicas-espirituais-meditativas, por conta da variada quantidade de “traumas” que acumulamos nessa esfera de nossa vida. Traumas que vem à tona exatamente nos momentos de intimidade e relacionamento. O processo de amadurecimento pessoal exige, assim, que cada um examine seus cantos mais escuros e aprenda a lidar de forma mais consciente com estes aspectos do viver, a fim de construir relações mais maduras e verdadeiras com aqueles à nossa volta.

Nesse sentido, uma experiência de tantra pode capacitar um homem a não apenas superar seus traumas e limitações na arena sexual (pau pequeno? ejaculação precoce? insensibilidade e sensação de inadequação?), como a torná-lo esse tipo de “frequentador de workshops” mencionado por Shashi, ou mesmo, em um nível mais “cotidiano”, o famoso “come-todas” de balada em balada, que procura qualquer coisa menos o compromisso de uma relação íntima.

Compromisso é difícil. Exige trabalho, sobre si (inicialmente) e sobre a própria relação — essa 3ª pessoa, com um “CNPJ” próprio que surge quando dois se relacionam e fazem assim emergir aquilo que há de melhor (ou pior) no outro. Exige paciência. Exige entrega, confiança, tempo, dedicação. Mas não tem jeito, há certas descobertas que somente são possíveis em uma relação íntima. E, aos aventureiros de plantão, meu alerta: não adianta ficar “pulando de galho em galho”, iludindo-se na busca incessante daquilo que você não encontrará no outro, senão em si mesmo. E também não adianta apelar para as formas modernas de “não-compromisso”, como relação aberta / poliamore e variações do tipo…

De novo, quem melhor resolveu esse tema foi o Deida. Ele diz o seguinte: relação aberta pode funcionar para quem já praticou uns 20 anos de relação íntima, dedicada e comprometida, e ainda assim somente faria sentido a migração para uma relação aberta se esse movimento for em serviço de toda a comunidade à sua volta. Portanto, decisão deles, e não sua, para seu onanismo pessoal.

Vambora trabalhar? Boa semana a todos!